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Calculadora de orçamento mensal

Orçamento mensal é a conta entre o que entra e o que já tem destino. Informe a sua renda líquida e as saídas em quatro blocos: a ferramenta mostra se o mês fecha no azul e quanto por cento da sua renda cada bloco consome.

Tudo o que entra no mês já com os descontos: salário na conta, freelas, aluguel recebido, pensão. O cálculo acontece no seu navegador e nada é enviado para nossos servidores.

Aluguel ou prestação, condomínio, luz, água, internet, escola, plano de saúde, transporte fixo.

Mercado, combustível, farmácia, lazer, restaurantes, aplicativos de entrega, compras do dia a dia.

Parcelas do cartão, empréstimo, financiamento, crediário. Só o que já está comprometido.

Reserva de emergência, metas e investimentos. Entra como compromisso, não como sobra.

Informe a sua renda mensal para montar o orçamento. Os quatro blocos podem ser preenchidos por estimativa: um número aproximado já mostra onde o mês aperta.

Como o cálculo é feito

A conta é uma subtração, e é de propósito que ela seja simples: sobra = renda líquida menos gastos fixos, menos gastos variáveis, menos parcelas e dívidas, menos o valor que você separa para guardar. O percentual de cada linha é o valor dela dividido pela renda.

O que faz diferença não é a aritmética e sim a separação em blocos. Um orçamento com uma linha só de despesas mostra que o mês não fecha; um orçamento em quatro blocos mostra por que ele não fecha, e cada bloco se resolve de um jeito diferente. Gasto fixo alto é problema de contrato, resolvido em uma negociação por ano. Gasto variável alto é problema de hábito, resolvido no dia a dia. Parcela alta é problema de decisão passada, que só passa com o tempo ou com quitação. Poupança baixa é problema de prioridade, e é a única linha que você escolhe inteira.

Exemplo prático

Renda líquida de R$ 4.500. Fixos de R$ 2.200 (49%), variáveis de R$ 1.400 (31%), parcelas de R$ 600 (13%) e R$ 400 para guardar (9%). O total comprometido é R$ 4.600, ou seja, 102% da renda: falta R$ 100 por mês. O diagnóstico muda conforme o bloco que você olha. As parcelas em 13% da renda estão dentro do aceitável; os variáveis em 31% é o bloco com mais espaço de ajuste no curto prazo; e a poupança em 9% mostra que a meta de guardar não cabe no orçamento atual, não que você não tenha disciplina.

Para comparar esses percentuais com uma referência conhecida, use a calculadora da regra 50-30-20. Se o aperto for no dia a dia e não no mês inteiro, a calculadora de gasto diário transforma a sobra em um teto por dia. E o passo a passo completo, com o que fazer em cada bloco, está no guia como fazer um orçamento pessoal.

Perguntas frequentes

Como fazer um orçamento mensal do zero?

Comece pela renda líquida do mês, o valor que realmente cai na conta. Depois separe as saídas em quatro blocos: gastos fixos, gastos variáveis, parcelas e dívidas, e o quanto você quer guardar. A diferença entre a renda e a soma dos quatro é a sua sobra, ou o seu rombo. Se você não sabe os valores de cor, use a média dos três últimos meses do extrato e do cartão.

Qual a diferença entre gasto fixo e gasto variável?

O gasto fixo tem valor previsível e vence todo mês, como aluguel, condomínio, escola, internet e plano de saúde. O gasto variável muda conforme o seu comportamento, como mercado, combustível, farmácia, delivery e lazer. A distinção é prática: o fixo você renegocia uma vez e economiza o ano inteiro; o variável você controla no dia a dia.

Meu orçamento deu negativo. O que fazer primeiro?

Olhe a ordem de impacto, não a ordem do que incomoda. Primeiro as parcelas e dívidas, porque juros altos devoram qualquer corte de consumo; depois os fixos, que são poucos itens de valor grande e negociáveis uma vez por ano; só então os variáveis. Cortar cafezinho antes de renegociar um empréstimo é esforço grande com resultado pequeno.

Por que separar o valor que quero guardar antes de gastar?

Porque poupança tratada como sobra quase nunca acontece: o mês encontra um destino para o dinheiro solto. Quando o valor a guardar entra no orçamento como um compromisso, no mesmo nível da conta de luz, ele sai da conta logo no começo do mês e o restante é que passa a ser o limite de gasto.

Preciso refazer o orçamento todo mês?

Refazer do zero, não. Vale revisar todo mês, porque a realidade muda: uma parcela termina, um reajuste chega, uma renda extra aparece. O trabalho grande é o do primeiro mês; nos seguintes é conferência. O que acontece de verdade só aparece se você registrar os gastos ao longo do mês, e não tentar lembrar no fim.